Arquivo da categoria: Talentos

Como fazer recrutamento rápido e eficaz no varejo

Encontrar talentos é o objetivo de todo recrutador, mas muitas vezes são necessárias diversas tentativas antes de encontrar a pessoa certa, e no varejo isso não é diferente. Além de encontrar o vendedor que vá disparar as vendas e ajudar a motivar a equipe, os gestores precisam de alguém que fique um tempo mínimo, caso … Continue lendo Como fazer recrutamento rápido e eficaz no varejo

Saiba como reter talentos das gerações Y e Z em 5 dicas

Conheça as gerações Y e Z e saiba como criar estratégias para a retenção desses talentos na sua empresa. Contratar bons funcionários é, sem dúvida, o grande desafio do RH, mas essa tarefa se torna ainda mais árdua na captação de jovens talentos. Afinal, as gerações Y e Z possuem seus próprios conceitos sobre como … Continue lendo Saiba como reter talentos das gerações Y e Z em 5 dicas

Porque empresas estão buscando pessoas com inteligência emocional?

Recrutar novos colaboradores tem sido cada vez mais difícil, isso porque conforme vamos entendendo mais sobre gestão, aprendemos mais ainda sobre pessoas e assim as empresas passam a exigir novas habilidades, que são características de um verdadeiro talento, entre elas a inteligência emocional.

A inteligência emocional não se refere a inteligência que estamos acostumados, aquela do conhecimento, do saber e sim aquela que está relacionada às emoções. Antigamente no mundo dos negócios pensava-se que um profissional precisava ser racional e ter pensamento crítico, mas já aprendemos que só isso não basta.

Alguns estudos já mostraram que profissionais com pouca inteligência emocional, que são rudes nos seus relacionamentos, difíceis de lidar e tem pouco controle sobre o humor, têm um impacto grande sobre os colegas. Algumas pesquisas mostram ainda que dois terços das pessoas evitam contato com esses profissionais sem inteligência emocional.

Para te ajudar a entender melhor como essa característica pode ser extremamente importante nos seus colaboradores, vamos explicar o que é definido como inteligência emocional, como aplica-la no trabalho, os prós e contras, além de te dar dicas para desenvolvê-la com os seus colaboradores e com você como líder.

O que é inteligência emocional

A inteligência emocional, geralmente chamada de IE, é um conceito da psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, e assim, lidar com eles de uma maneira sensata que traga benefícios para ambos.

Não se trata apenas sobre ter sensibilidade no sentido de ser doce, compreensivo, ter empatia ou sociabilidade – que são características que também estão conectadas à IE – mas num ambiente de trabalho, por exemplo, a inteligência emocional vai muito além, é o que ajudará líderes a realizarem bem seu trabalho, a terem influência e saber gerir conflitos de forma equilibrada, entre a razão e a emoção. Veja outra forma que está sendo bastante adotada pelos líderes para melhorar a gestão de pessoas.

E como saber se a pessoa tem uma inteligência emocional bem desenvolvida? Bem, é bastante perceptível reconhecer uma pessoa com alto grau de IE, isso porque sabem controlar seus impulsos, tem uma aparência mais calma, apresentam um grau de tranquilidade acima do normal, sabem manter o controle diante de qualquer situação e consequentemente, convivem melhor com outros e principalmente com ela mesma.

E essa capacidade geral pode ser detalhada ou aprofundada em seis componentes da IE: intrapessoais: o autoconhecimento, a autoregulação e a percepção das próprias emoções e os interpessoais: a expressão, empatia e influência sobre os estados emocionais dos outros.

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Como se aplica no trabalho

O conceito de inteligência emocional logo caiu no mundo dos negócios, e contribuiu para que os líderes começassem a enxergar em seus liderados novos caminhos para melhorar a gestão e consequentemente o desempenho e a performance da equipe. Isso acontece porque essa competência emocional contribui para a criação de um ambiente de colaboração e trabalho em equipe, que é crucial para qualquer organização.

Hoje, quem sabe administrar suas emoções são considerados também grandes talentos, e são profissionais muito disputados nas empresas. Manter esses talentos ali dentro é uma tarefa difícil, uma vez que eles são cada vez mais raros. Veja algumas dicas para recrutar e reter talentos nas empresas.

Saber administrar as emoções melhora diversos outros aspectos do trabalho, como o grau de interdependência e complementariedade da equipe, graças as habilidades de comunicação interpessoal, empatia e de negociação. Isso é o que faz com que ela permaneça unida e harmônica, resultando em alta performance.

Além disso os colaboradores devem ter paciência e calma para saber administrar seu próprio tempo e lidar com possíveis crises, para que elas não se tornem maiores do que realmente são apenas por desespero e falta de foco.

Já na liderança, a inteligência emocional pode ser ainda mais importante porque o gestor muito racional, sem o fator humanístico afasta os colaboradores e desmotiva toda a equipe. Além de que, as habilidades provenientes da inteligência emocional são essenciais para gerenciar pessoas de origem multiculturais e multiregionais.

Precisamos do trabalho para sobreviver, mas principalmente, precisamos nos sentir úteis, sentir que fazemos parte de algo e por isso o local deve ter um clima tranquilo, para que tudo flua com facilidade, sem confusões, sem tumultos ou conflitos que deixem os colaboradores e o líder num eterno estresse.

O lado ruim

Nem sempre tudo que é bom, continua sendo bom em excesso e isso vale para colaboradores com inteligência emocional. É sempre importante adotar o equilíbrio, nem muito firme e nem muito sentimental.

Acontece que, ainda que seja necessário a inteligência emocional para ajudar a manter a calma, a tranquilidade e o foco, é necessário o pulso firme, a emoção, a vontade de arriscar, para ser inovador e estar disposto a encarar novos desafios e situações que necessitam mais emoção. Isso evita alguns dos problemas como a falta de criatividade, que pode ser muito bem afetada pela tranquilidade e medo de arriscar. Veja outros aspectos que são afetados pelo excesso de IE.

Criatividade: Se, por um lado, é possível que pessoas criativas sejam emocionalmente inteligentes, o padrão mais comum para pessoas com inteligência emocional é ser excelente em seguir processos, construir relações e trabalhar com os outros, mas não ter o nível necessário de não conformismo e rebeldia que as estimule a desafiar o status quo e substituí-lo por algo novo.

Feedback: Dar e receber feedback não é fácil, principalmente quando é um feedback negativo. Quem tem um alto nível de inteligência emocional pode parecer tirar de letra receber ou dar um feedback negativo, mas não é bem assim. Já que pessoas com IE tendem a ter uma boa interação, ser amáveis e gentis, isso se reflete no feedback que pode acabar sendo feito de forma relaxa demais, sem a firmeza que deveria ter. O mesmo vale quando essas pessoas recebem um feedback negativo, que ao invés de mexerem com esse colaborador, não faz com que ele se sinta minimamente mal ou reflita. Aprenda como dar um bom feedback.

Ousadia: Papéis de liderança sênior requerem a habilidade de fazer escolhas impopulares com frequência, trazer mudanças e focar em entrega de resultados, mesmo que isso ponha em risco as relações com os funcionários. Além disso, líderes sênior e executivos apenas terão um impacto substancial sobre suas organizações se agirem à maneira de um empreendedor para buscar inovação e crescimento.

Influência: A pessoa com alta IE conquista a maioria dos colegas e por isso tem uma forte influência neles. No entanto, se levado longe demais, isso pode deslizar do campo da influência para o da manipulação. O risco de exagerar nas habilidades sociais é focar demais nos aspectos emocionais da comunicação e ignorar os argumentos lógicos e o lado mais transacional da comunicação.

Inovação: Este aspecto é muito parecido com a ousadia, aqui o colaborador com alta IE evita riscos, não inova, está sempre buscando segurança e para alguns cargos isso pode ser bem ruim. O autocontrole pode acabar boicotando a geração de novas ideias e só correndo alguns riscos para saber se algo funciona ou não.

Como desenvolver IE no trabalho

Segundo o especialista, Ari Lima, para desenvolver a Inteligência emocional, é necessário seguir algumas etapas como: identificar os próprios comportamentos, observá-los e avaliá-los (conhecer-se a si próprio) para que, possa haver melhorias, em seguida iniciar um treinamento, em relação aos comportamentos com ações práticas. E por fim verificar os resultados até conseguir atingir as metas pretendidas, tanto no ambiente pessoal quanto profissional. Outra dica essencial é, ter disciplina!

Todo esse processo toma tempo e o gestor é uma das pessoas que pode ajudar os colaboradores a desenvolverem a IE, de forma que as equipes estejam cada vez mais equilibradas e prontas para lidar com as situações sem priorizar apenas o lado racional, criando um ambiente amigável e colaborativo.

Essa é uma característica cada vez mais necessária nas empresas, perfil técnico e firmeza são sim importantes, mas saber lidar com as pessoas, criar um bom clima no ambiente de trabalho, ser paciente, gentil e atencioso faz com que toda a equipe seja influenciada e a produtividade aumente cada vez mais e de forma espontânea.

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