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Motivação profissional: como a falta de realização pessoal pode afetá-la?

A realização e motivação profissional estão conectas à diversos fatores. Pode ser ao bom líder que consegue motivar e engajar o colaborador, pode ser o amor pela profissão, o bem-estar que a empresa proporciona ou até mesmo fatores externos como a realização pessoal. 

Sim, você não leu errado, a realização pessoal influencia muito na motivação profissional e vamos mostrar o porquê os líderes devem valorizar e apoiar seus colaboradores e irem atrás dela.

Apesar do Brasil ter dados interessantes sobre engajamento, é importante sempre pensar além. No estudo feito pela Gallup em 2015, “State of the Global Workplace”, 62% dos entrevistados brasileiros se disseram não engajados. Apenas 27% se consideravam engajados ou altamente produtivos e comprometidos em prover valor para a empresa.

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O estudo nos dá um panorama também sobre como a satisfação coma vida pessoal influencia na vida profissional. Cerca de 77% daqueles que estão engajados no trabalho estão prosperando em suas vidas no geral.

Sucesso e realização, são a mesma coisa? É possível ter ambos?

Sucesso não tem o mesmo significado para todos nós. Alguns acreditam que o sucesso seja ganhar R$ 10 milhões por ano, outros que o sucesso é ser reconhecido na área onde atua, ter uma família estruturada e qualidade de vida, conquistar sonhos ou qualquer oura coisa.

O primeiro passo então, é saber o que é sucesso para você e para o seu colaborador, caso você seja gestor. Alinhar os objetivos das pessoas com os objetivos da empresa são essenciais para que o sucesso aconteça de ambos os lados, e dentro e fora da vida profissional. A motivação é algo que deve ir além das paredes da empresa.

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A realização é quando você faz algo por prazer a ponto de não ver a hora passar, daquilo te trazer uma felicidade diária, coisa que nem sempre acontece no sucesso. Você pode ter dias muito sofridos, fazendo algo que não gosta, mas conquistou um cargo que queria, isso é sucesso.

Os reflexos da desmotivação

Sem motivação o desempenho diminui e consequentemente as entregas são comprometidas. A qualidade do trabalho pode até não cair, mas com um profissional motivado e engajado ela seria otimizada e com isso a equipe estaria mais alinhada com os objetivos da empresa e todos seriam melhor aproveitados.

A desmotivação coloca muitos talentos à escuridão. Colaboradores que poderiam exercer suas habilidades melhor ou que tem habilidades que ainda não são aproveitadas ficam sem motivação alguma.

Uma pesquisa de 2007 em seis países europeus mostrou que 31% deles demonstraram insatisfação com o trabalho atual, sendo que um em cinco declarou que nunca trabalhou em uma posição que utilizasse suas qualidades de maneira apropriada.

O que fazer para ajudar o colaborador?

Ainda que as habilidades não sejam usadas na vida profissional, os gestores têm o papel de incentivar seus colaboradores a usá-las de outras maneiras que contribuam para a satisfação pessoal. Funcionários podem usar a desculpa de que não gostam do que fazem para se tornarem pouco produtivos, e por isso os gestores devem incentivá-los a buscar novos caminhos.

Muitas vezes um trabalho voluntário, um novo hobby, ou hábito traz satisfação, traz a realização e tendo essa realização em parte da vida, o trabalho não vira um peso. E engana-se o gestor que pensa que isso não é problema dele, ele deve ser o principal incentivador do colaborador para buscar novos caminhos e se possível, ajudá-lo a encontrar até mesmo dentro da empresa.

Novas motivações no trabalho

Traçar um novo plano para realizar uma tarefa, uma nova meta, um novo desafio são formas de engajar os colaboradores e alinhar isso com os objetivos pessoais é uma nova visão que muitos líderes estão adotando ao redor do mundo para levar mais motivação para o time.

A Aon, uma consultoria de benefícios e capital humano, realizou um estudo com a participação de mais de quatro milhões de colaboradores, em cerca de 1.000 empresas ao redor do mundo. A pesquisa Tendências Globais de Engajamento dos Funcionários 2016 foi realizada por meio de avaliações que permitem aos colaboradores expressarem suas percepções sobre suas organizações.

No Brasil foram pesquisados aproximadamente 100 mil funcionários em 31 empresas de diversos setores, como financeiro, saúde, indústrias, tecnologia da informação e varejo. O estudo apontou que o país continua com a média de engajamento maior quando comparada com a taxa global. Mas, é importante atentar-se ao fato de que o Brasil sofreu uma queda de 1% no engajamento no resultado final, enquanto a média global teve um crescimento de 3%.

Segundo o Business Talent Group, a definição de sucesso num passado não tão distante assim, era obter sucesso profissional através de promoções e a motivação era dinheiro, cargo e poder. Hoje, a estrutura é muito mais complexa e abrange além da compensação, as paixões e o sentimento de realização, a possibilidade de crescimento profissional e de controle e flexibilidade no emprego.

Outra pesquisa realizada em 2013, que ouviu cerca de 4,2 mil funcionários brasileiros concluiu que mais motiva os brasileiros no trabalho é ter um propósito. Em um levantamento da Harvard Business Review de 2014 com 335 respondentes, aproximadamente 73% colocou a satisfação diária com o seu trabalho como um dos componentes fundamentais da definição pessoal de sucesso. O bom retorno financeiro ficou em segundo lugar, seguido do respeito dos colegas.

Cerca de 58% das pessoas entrevistadas trabalha na área em que se formou, e metade delas mantém um projeto paralelo que chama de hobby. Voluntariado ou envolvimento com projetos sociais, esportes, atividades artísticas, viajar, manter um blog e até mesmo administrar uma microempresa aparecem como exemplos.

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Encontrar o equilíbrio

Uma vida pessoal equilibrada faz com que as pessoas se desenvolvam melhor no trabalho, ainda que aquele não seja o emprego dos sonhos. A verdade é que muitos não entendem que ainda que se faça algo que goste muito, isso não é o suficiente para te motivar, ainda haverá dificuldades, obstáculos e dias difíceis.

O papel dos gestores é apoiar seus colaboradores e apostar neles, mesmo quando as esperanças parecem perdidas. Tentar fazer com que a vida profissional flua bem, porque gestão de pessoas é cuidar dos colaboradores, porque eles são o combustível que move uma empresa, sem a força de trabalho, dificilmente uma empresa se destacará no mercado.

Apoio é sempre importante. O líder deve sempre apoiar seu colaborador, seja dentro da empresa ou em diversas situações fora dela. Todos devem realizar seus sonhos de alguma forma, e uma boa empresa é aquela que incentiva que o colaborador faça isso, seja ali dentro ou de outras formas na vida pessoal.