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O que os funcionários mais valorizam na empresa?

O que torna seu varejo um bom local de trabalho para seu funcionário, em especial, para a sua equipe de vendas? O vendedor é uma das pessoas mais importantes para o varejo, pois é ele quem faz a entrega final da marca e engana-se o gestor ou líder que pensa que o que ele acha não deve ser levado em conta. É importante valorizar este profissional e saber o que ele deseja da empresa onde ele trabalha.

O Estudo Melhores Empresas para Trabalhar GPTW NOVAREJO 2016, que identificou as 50 melhores redes do setor, levantou os motivos pelos quais os funcionários as valorizam tanto. Um deles é o fato de que as vencedoras não enxergam os funcionários apenas como executores, mas como parte integrante e fundamental da estratégia. Essa visão levou essas grandes redes de varejo a um crescimento de 1% em faturamento em 2015, enquanto o PIB nacional caiu 4% e o varejo recuou 4,3%.

Então, o que além disso essas empresas varejistas oferecem a seus funcionários que as fazem ser adorada por eles? Um dos primeiros fatores desse sucesso é o treinamento. O treinamento é entendido como um sinal de que a empresa investe no seu funcionário e acredita na capacidade dele. 34% das empresas premiadas no estudo investem, em média, mais de 100 horas de treinamento por ano e 41% delas investiram mais em treinamento e desenvolvimento em 2016, em comparação com o ano anterior.

Neste post já falamos sobre uma nova tendência na área de treinamento no varejo, que é o autotreinamento, mas além dele existem outros diversos tipos de treinamento que podem ser realizados, tanto por lojistas como por outras empresas. O importante é escolher um que se adapte aos seus ideais, ao seu público e ao formato da sua empresa. Veja alguns exemplos abaixo.

Cursos regulares: O foco desses cursos é fazer a atualização do profissional e também no desenvolvimento. Atendem a todos os tipos de público da empresa e são bastante comuns em empresas maiores. O varejo, porém, por ser dinâmico exige outras formar de cursos, mais rápidos e simples, não algo contínuo.

Jogos de empresa/ gamificação: Já é bastante comum as empresas usarem o lado lúdico dos jogos para treinar colaboradores. Os jogos podem ser tanto em ambientes virtuais, como uma competição com situações em que ao passar de fase há um ranking, que incentiva a disputa saudável, mas também pode ser situações reais em que as equipes competem.

Universidade corporativa: Grandes empresas já investem em universidade corporativa, que é um modelo muito interessante tanto para os colaboradores, como para a empresa, já que os alunos desenvolvem meios de alavancar novas oportunidades e entrar em novos mercados. Os resultados impulsionam a organização para o futuro.

Workshops: Os workshops são ideais para o varejo, já que tratam de cursos intensivos em um prazo curto de tempo. Neles as habilidades, técnicas e saberes são colocados em prática, fugindo bastante do conhecimento puramente teórico. O varejo por conta do dinamismo, precisa ajudar seus colaboradores nesse aspecto prático.

Programa de integração de novos colaboradores: preparação de funcionários recém-admitidos pode ser decisiva para a garantia de rápida produtividade, manutenção do nível de motivação e redução da rotatividade durante o período inicial.

Palestras: diferente dos workshops, as palestras são mais teóricas. São boas para disseminar boas práticas, podem atingir um grande público e isso ajuda a reduzir os custos. É importante que sejam dinâmicas, com duração média de 2 horas por seção. Além disso,podem ser realizadas externamente ou mesmo dentro da empresa.

Dinâmica de grupo: As dinâmicas também são bastante conhecidas nas empresas, principalmente no processo de seleção. Entretanto, elas podem também ser usadas para treinamento dos colaboradores. Trata-se de uma técnica que utiliza a energia e o envolvimento grupal na preparação de pessoas.

Além do treinamento, outro ponto muito importante para os funcionários são as oportunidades de crescimento, que atraem 49% dos colaboradores. Neste momento é importante que o gestor conheça sua equipe, porque as oportunidades de crescimento só surgem quando se avalia os funcionários diariamente e conhece suas competências.

Planos de desenvolvimento ainda são pouco comuns no varejo, mas não são impossíveis. Uma forma de montar um plano é implantar uma Matriz de Talentos, para além de analisar e acompanhar o desempenho dos funcionários, saber as necessidades de cada um. Já abordamos a matriz de talentos aqui no nosso blog, que também é conhecida como 9 box, mas vamos retomar e mostrar como ela pode ser usada para planejamento de carreira.

A matriz contém dois eixos: o de Potencial e Desempenho. Ambos devem conter uma escala como “baixo, médio e bom”. Desta forma o gestor vai avaliar cada colaborador e colocá-lo em um quadro da matriz, que pode ter mais do que 9 boxes, para que seja mais detalhada e específica. Um exemplo é o case que a SER desenvolveu com a PwC numa matriz de talento de 12 boxes. Conheça mais sobre esse case no Ebook Gestão de Desempenho.

O potencial normalmente é avaliado através de uma avaliação mais formal, podendo ser através de uma conversa de feedback, autoavaliação, avaliação 360° ou qualquer outro modelo. A avaliação de desempenho pode ser feita de muitas maneiras, aqui neste post explicamos cada uma delas. Ela é essencial para a montagem da matriz.

Já o desempenho, pode ser medido pela pontualidade, entrega de trabalhos, redução de tempo para realizar alguma tarefa, quantas atividades conseguiu finalizar, quantas atrasou, a qualidade das atividades e etc.

Na pesquisa, os funcionários também responderam valorizar muito a qualidade de vida (24%) e também o alinhamento de valores (12%). Os benefícios e remuneração, diferente do que muitos ainda pensam, ficaram em 4º lugar na classificação de coisas que os funcionários mais valorizam (10%). Isso aponta para uma mudança de comportamento das empresas com relação aos seus funcionários. E essas mudanças já acontecem, como mostrou o relatório, então não é necessário medo de mudar e começar a olhar para seus funcionários.

O que as melhores empresas oferecem:

  • 34% das empresas investem, em média, mais de 100 horas de treinamento por ano
  • 22% oferecem recursos para os funcionários utilizarem no programa de desenvolvimento que quiser
  • 67% delas oferecem programas de coaching
  • 33% oferecem programas de mentoring
  • 41% investiram mais em treinamento e desenvolvimento
  • 32% delas investiram mais em benefícios
  • 3% delas têm horário flexível para mais de 75% dos funcionários
  • 30% oferecem avaliação média periódica aos funcionários
  • 31% possuem academia interna ou pagam mensalidades de academia para seus funcionários

Confira a publicação completa em:

http://portalnovarejo.com.br/revistaonline/edicoes/50/index.html#p=56