Por que empresas procuram pessoas com inteligência emocional?

Entenda nesse artigo o que faz da inteligência emocional uma soft skill tão buscada nos processos de recrutamento e seleção.

Recrutar novos colaboradores tem sido cada vez mais difícil. Afinal, o mundo vive em constante mudança e com ele, o mercado de trabalho, as profissões e o perfil dos profissionais.

Além disso, conforme vamos entendendo mais sobre gestão, aprendemos mais ainda sobre pessoas. Esse conhecimento das pessoas e de suas possibilidades levam as empresas a exigir novas habilidades.

E aqui, não conta apenas as habilidades técnicas. Até porque, em se tratando de hard skills, programas bem estruturados de treinamento e desenvolvimento, dão conta de capacitar os profissionais para suas atividades.

No entanto, habilidades comportamentais, ou soft skills, não são aprendidas com tanta facilidade. Mas são primordiais para o trabalho em equipe. Dentre essas habilidades, uma das mais buscadas pelos recrutadores, é a inteligência emocional.

A inteligência emocional não se refere a inteligência do conhecimento, do saber, que chamamos de inteligência cognitiva e temos como medida o QI (quociente de inteligência). Ela está relacionada às emoções, ou melhor que isso, a forma como lidamos com nossas emoções.

Antigamente no mundo dos negócios pensava-se que um profissional precisava ser racional e ter pensamento crítico, mas já aprendemos que só isso não basta.

Alguns estudos já mostraram que profissionais com pouca inteligência emocional, que são rudes nos seus relacionamentos, difíceis de lidar e tem pouco controle sobre o humor, têm um impacto grande sobre os colegas. Algumas pesquisas mostram ainda que dois terços das pessoas evitam contato com esses profissionais sem inteligência emocional.

Para te ajudar a entender melhor como essa característica pode ser extremamente importante nos seus colaboradores, vamos explicar inteligência emocional, como aplicá-la no trabalho, além de te dar dicas para desenvolvê-la com os seus colaboradores.

O que é inteligência emocional

A inteligência emocional, geralmente chamada de IE, é um conceito da psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, e assim, lidar com eles de uma maneira sensata, que traga benefícios para ambos.

Não se trata apenas sobre ter sensibilidade no sentido de ser doce, compreensivo, ter empatia ou sociabilidade – que são características que também estão conectadas à IE.

Pelo contrário, a inteligência emocional vai muito além de possuir habilidades sociais. Embora ter habilidades sociais seja de extrema importância no ambiente organizacional, será a inteligência emocional que apoiará a liderança na gestão de pessoas.

Sobretudo, a terem influência com a equipe e saber gerir conflitos de forma equilibrada, entre a razão e a emoção.

Em suma, inteligência emocional é a capacidade que uma pessoa tem de reconhecer suas próprias emoções, entender as emoções do outro e buscar a melhor solução para ambos, através de uma escuta generosa e negociação empática.

E como saber se a pessoa tem uma inteligência emocional bem desenvolvida? Bem, é bastante perceptível reconhecer uma pessoa com alto grau de IE. Uma pessoa que desenvolveu inteligência emocional sabe controlar seus impulsos, tem uma aparência mais calma, apresenta um grau de tranquilidade acima do normal, sabem manter o controle diante de qualquer situação e consequentemente, convivem melhor com outros e principalmente com ela mesma.

Os pilares e competências da inteligência emocional

Para entender do que se trata a inteligência emocional, é preciso saber, de forma detalhada, seus pilares e as competências que fazem parte dela. Sendo assim, ela possui dois pilares. O de características intrapessoais e de habilidades sociais.

Intrapessoais:

  • o autoconhecimento: o autoconhecimento é uma jornada pessoal. É o sujeito se entender e entender como ele funciona;
  • a autogestão: que é como o profissional lida consigo mesmo e se autogerencia;

Habilidades sociais:

  • a empatia: aquilo que ele vê no outro,
  • gestão de relacionamento: a forma como ele lida com o outro

Além desses pilares, a inteligência emocional é substanciada por 12 competências que também são separadas por categoria:

1- Autogestão: são habilidades de autoconhecimento, clareza de pensamentos e decisões assertivas.

  • gestão das emoções
  • adaptabilidade
  • orientação para a realização e crescimento
  • Otimismo

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2- Empatia: essas incluem a forma como profissional vê o outro e se relaciona socialmente com os grupos de trabalho.

  • Empatia
  • Consciência organizacional

3- Gerenciamento de relacionamentos

  • Influência
  • Coach e mentoria
  • Gestão de Conflitos
  • Trabalho em equipe
  • Liderança inspiracional

Considerando todos esses aspectos da inteligência emocional, é de extrema importância que a liderança seja preparada para desenvolvê-la. Afinal, líderes que inspiram deixam um legado na organização.

Como se aplica no trabalho

Certamente, o conceito de inteligência emocional contribuiu para que os líderes começassem a enxergar em seus liderados novos caminhos para melhorar a gestão e consequentemente o desempenho e a performance da equipe.

Isso acontece porque essa competência emocional contribui para a criação de um ambiente de colaboração e trabalho em equipe, que é crucial para qualquer organização.

Atualmente…

Quem sabe administrar suas emoções são considerados também grandes talentos, e são profissionais muito disputados nas empresas. Manter esses talentos ali dentro é uma tarefa difícil, uma vez que eles são cada vez mais raros.

Sobretudo, existe uma máxima no mercado que diz que as empresas contratam por habilidades técnicas, e demitem por ausência de habilidades comportamentais.

Portanto, saber administrar as emoções melhora diversos outros aspectos do trabalho. Só para exemplificar, o grau de interdependência e complementariedade da equipe são beneficiadas graças as habilidades de comunicação interpessoal, empatia e de negociação. Isso é o que faz com que ela permaneça unida e harmônica, resultando em alta performance.

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Além disso os colaboradores devem ter paciência e calma para saber administrar seu próprio tempo e lidar com possíveis crises.  Aliás, a gestão de conflitos é de extrema importância para que as crises não se tornem maiores do que realmente são, apenas por desespero e falta de foco.

Por outro lado, na liderança, a inteligência emocional pode ser ainda mais importante.  Sobretudo porque o gestor muito racional, sem o fator humanístico, afasta os colaboradores e desmotiva toda a equipe. Além de que, as habilidades provenientes da inteligência emocional são essenciais para gerenciar a diversidade.

Por fim, podemos afirmar que a inteligência emocional é um fator que influência o clima organizacional. Afinal, ter uma liderança inspiradora e empática e contar com um ambiente de comunicação não violenta e trabalho colaborativo, fazem toda a diferença no nível de satisfação dos colaboradores.

A necessidade do equilíbrio

A gestão humanizada está relacionada com a capacidade da liderança de criar um ambiente de segurança física e psicológica para sua equipe. Nesse sentido, a inteligência emocional permitirá que essa liderança, estabeleça um ambiente de trabalho de escuta ativa, feedback contínuo e promoção de vínculos de confiança.

No entanto, é preciso deixar claro que toda equipe trabalha em prol de resultados. E dessa forma, o equilíbrio entre a flexibilidade e cumprimento de objetivos do planejamento estratégico, se faz necessário para a garantia de sustentabilidade do negócio.

Sendo assim, é preciso que a liderança entenda a necessidade da inteligência emocional para ajudar a manter a calma, a tranquilidade e o foco. Por outro lado, a equipe precisa aceitar o pulso firme, a emoção, a vontade de arriscar, para ser inovador e estar disposto a encarar novos desafios.

Certamente esse equilíbrio evitará problemas como como a falta de criatividade, por exemplo. Afinal, a criatividade se desenvolve através da tentativa, erro, aprendizado. Por essa razão, pode ser muito afetada pela tranquilidade e medo de arriscar.

Veja outros aspectos que são afetados pelo excesso de IE.

Criatividade:

Se, por um lado, é possível que pessoas criativas sejam emocionalmente inteligentes, o padrão mais comum para pessoas com inteligência emocional é ser excelente em seguir processos.

Sendo assim, é comum que pessoas dotadas de inteligência emocional tenham facilidade para construir relações e trabalhar em equipe, mas não tenham o nível necessário de não conformismo e rebeldia que as estimule a desafiar o status quo e substituí-lo por algo novo.

Feedback:

Dar e receber feedback não é fácil, principalmente quando é um feedback negativo. Quem tem um alto nível de inteligência emocional pode parecer tirar de letra receber ou dar um feedback negativo, mas não é bem assim.

Pessoas com IE tendem a ter uma boa interação, ser amáveis e gentis. Surpreendentemente, isso se reflete no feedback que pode acabar sendo feito de forma relaxada demais, sem a firmeza que deveria ter.

Além disso, quando essas pessoas recebem um feedback negativo, ao invés de promover uma reflexão sobre as mudanças necessárias, não faz com que ele se sinta minimamente mal ou repense suas posições.

Ousadia:

Papéis de liderança sênior requerem a habilidade de fazer escolhas impopulares com frequência, trazer mudanças e focar em entrega de resultados, mesmo que isso ponha em risco as relações com os funcionários.

Além disso, líderes sênior e executivos apenas terão um impacto substancial sobre suas organizações se agirem à maneira de um empreendedor para buscar inovação e crescimento.

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Influência:

A pessoa com alta IE conquista a maioria dos colegas e por isso tem uma forte influência neles. No entanto, se levado longe demais, isso pode deslizar do campo da influência para o da manipulação. O risco de exagerar nas habilidades sociais é focar demais nos aspectos emocionais da comunicação e ignorar os argumentos lógicos e o lado mais transacional da comunicação.

Inovação:

Este aspecto é muito parecido com a ousadia. Aqui o colaborador com alta inteligência emocional evita riscos, não inova, está sempre buscando segurança e para alguns cargos isso pode ser bem ruim. O autocontrole pode acabar boicotando a geração de novas ideias.

Afinal, em se tratando de inovação, é só correndo alguns riscos, que se pode avaliar se algo funciona ou não.

Como desenvolver IE no trabalho

Segundo o especialista, Ari Lima, para desenvolver a Inteligência emocional, é necessário seguir algumas etapas como: identificar os próprios comportamentos, observá-los e avaliá-los (conhecer-se a si próprio).

Esse autoconhecimento é primordial para que, possa haver melhorias, em seguida iniciar um treinamento, em relação aos comportamentos com ações práticas. Por fim verificar os resultados até conseguir atingir as metas pretendidas, tanto no ambiente pessoal quanto profissional.

No entanto, habilidades comportamentais são difíceis de serem aprendidas, e exigem esforço e disciplina!

Todo esse processo toma tempo e exige acompanhamento e feedback constante. Dessa forma, o gestor é uma das pessoas que pode ajudar os colaboradores a desenvolverem a IE, de forma que as equipes estejam cada vez mais equilibradas e prontas para lidar com as situações sem priorizar apenas o lado racional.

Assim, fica fácil criar um ambiente amigável e colaborativo.

Concluindo

Portanto, incluir a inteligência emocional nos programas de desenvolvimento, vão ajudar sua empresa a construir uma equipe de alta performance.

E em se tratando de desenvolvimento, a SER tem as melhores ferramentas para sua equipe. Com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de soluções para a gestão estratégica de pessoas, a SER tem a ferramenta que sua empresa precisa para implantar e acompanhar os programas de T&D.

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