Dia da mulher: qual a responsabilidade do RH?

2022-03-10T09:43:23-03:0010 março, 2022|Educação Corporativa|

Entenda como o RH pode atuar na valorização e empoderamento das mulheres dentro da sua empresa nesse artigo, que trata do dia da mulher e as principais conquistas da luta feminina no mercado de trabalho.

O dia da mulher é um importante momento para que as empresas entendam as lutas, desafios e conquistas das mulheres. Além disso, de compreender como o RH pode participar de um movimento de valorização e reconhecimento da importância de profissionais mulheres.

Afinal, o dia 8 de março é considerado mundialmente, o Dia Internacional da Mulher. Um grande avanço no processo de empoderamento e valorização da mulher na sociedade, no mercado de trabalho e em seu direito de pertencer ao espaço que escolher.

Certamente, essa é uma data que passou por diversas alterações ao longo dos anos, nas mais diferentes nações, em busca de homenagear as diversas mulheres que se tornaram exemplo, sendo mártir ou pioneiras em algo.

Até que em 1977, a ONU (Organização das Nações Unidas) definiu essa data como aquela que marcaria a luta das mulheres pela paz e defesa de seus direitos.

Ao longo de décadas de luta, muita coisa mudou. A mulher ganhou destaque na sociedade e no mercado de trabalho. Conquistou prêmios por genialidade, generosidade e altruísmo. Além de assumir postos de trabalho considerados de predominância e expertise masculinas.

No artigo de hoje, aproveitando a proximidade do dia da mulher, queremos falar das conquistas e desafios das mulheres, principalmente no mercado de trabalho. E ainda, da importância da atuação do RH no movimento de empoderamento e desenvolvimento profissional das mulheres.

Quer saber mais? Acompanhe com a gente.

Dia da mulher: onde tudo começou…

Não é possível precisar a primeira mulher a encabeçar a luta pelo direito de ser e fazer o que quiser. Mas de forma coletiva, o dia da mulher surge após anos de batalhas, sacrifícios e muita superação feminina.

No Brasil, algumas das maiores conquistas se iniciaram no século XIX, especificamente no ano de 1879, quando as mulheres conquistaram o direito de frequentarem as universidades. Em 1887, Rita Lobato Velho Lopes se tornou a primeira mulher a se formar no curso de medicina.

Outra grande conquista feminina brasileira foi no ano 1932, quando algumas mulheres ganharam o direito ao voto. Esse foi um importante passo para a participação da mulher no mercado de trabalho, no mundo político e social, que, no entanto, só alcançou todas as mulheres indiferente da instrução ou classe social em 1945.

Hoje, no século XXI, essas são conquistas que podem parecer pequenas, mas que deram as mulheres o impulso necessário para alcançar grandes espaços no mercado de trabalho.

A partir dessas conquistas, outras vieram. E a mulher se viu participante de espaços e lugares onde predominavam a figura masculina. Seja na ciência, na economia, na indústria e até na construção civil, o dia da mulher destaca o protagonismo feminino em seu desenvolvimento profissional.

Dentro das empresas, a presença feminina cresce a cada ano. E apesar de grandes conquistas, restam inúmeros desafios.

Obstáculos a vencer

Apesar de marcar presença em quase todos os setores de trabalho, mesmo onde ainda impera a atuação de homens, as mulheres encontram grandes obstáculos em seu crescimento profissional.

Os cargos de alta liderança, com tomadas de decisão mais estratégicas dentro das organizações, ainda se encontram em número desigual se comparados entre homens e mulheres.

Portanto, é possível afirmar que, mesmo capacitadas tecnicamente para o desempenho de atividades de alta complexidade, a participação das mulheres em cargos estratégicos ainda é cadenciada.

Além disso, mesmo ocupando cargos semelhantes e apresentando resultados exponenciais, as mulheres ainda encontram grande dificuldade na equiparação salarial. A remuneração feminina é cerca de 30% menor que a masculina, considerando o mesmo nível hierárquico e alçada de responsabilidade.

E é aqui, que o setor de recursos humanos precisa atuar de forma estratégica, para vencer esses obstáculos e promover um ambiente organizacional de reconhecimento e valorização das mulheres.

O dia da mulher, mais que uma data simbólica e comemorativa, precisa ser uma oportunidade de reflexão e atuação do RH na luta contra a injustiça e preconceito dentro das empresas. Permitindo com isso a ascensão e representatividade de mulheres no mercado de trabalho e assim promovendo a equidade de gênero no universo corporativo.

Vale lembrar que esta luta inclui mulher trans e travestis, que carecem do cuidado e atenção do RH.

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A atuação do RH

Como setor responsável pela gestão do capital humano da organização, o RH tem o desafio de promover uma cultura organizacional que valorize o potencial humano além das diferenças de gênero dentro da empresa.

Dessa forma, seus processos precisam ser reavaliados e se necessário, redesenhados, para promover uma cultura de igualdade de direitos e maior participação das mulheres em posições estratégicas e de liderança na organização.

Sendo assim, preparamos algumas dicas, para orientar as ações do setor na adequação de seus processos.

1 – Funil de recrutamento

Primeiramente, independente da posição hierárquica ou alçada de responsabilidade da vaga divulgada, é muito importante que o funil de recrutamento seja ajustado de forma a fomentar a participação das mulheres nos processos de recrutamento e seleção.

Sendo assim é preciso eliminar do processo vieses preconceituosos e limitantes. Com isso, permitindo que as análises sejam realizadas levando em consideração as habilidades necessárias à execução das atividades e não as características de gênero.

E de quebra oportunizando um ambiente de inclusão e diversidade na empresa.

2 – Plano de cargos e salários

Uma das formas de vencer as barreiras impostas pela diferença de gênero dentro das organizações é promovendo um plano de equidade salarial.

Para isso, basta ajustar os planos de cargos e salários, considerando os requisitos de promoção e aumento salarial pautados em entrega, eficiência e excelência profissional. É preciso que essas regras sejam transparentes e inibam qualquer tipo de diferenciação por questões de gênero.

3 – Transformação cultural

A cultura organizacional é uma das principais responsáveis pelo ambiente de valorização e reconhecimento. Portanto, é um ponto de muita tenção do RH. É preciso investir na criação de um ambiente organizacional que valorize o bem-estar e a participação de todos, sem diferenciar o gênero.

Com isso, a liderança feminina é vista com maior naturalidade, e as resistências a ela são vencidas com mais facilidade.

E o que o RH não pode fazer?

Muitas vezes, não se trata apenas de fazer o que é certo. Mas evitar situações e decisões erradas. Sendo assim, é preciso que o setor de recursos humanos tenha cuidado e entenda o que não fazer, principalmente, no dia da mulher. Ou, no mínimo, o que fazer diferente.

Afinal, todo o trabalho de inclusão, reconhecimento e valorização podem ser anulados, frente às estratégias de comemorações erradas.

  • Cuidado com os brindes:

Em primeiro lugar, a luta das mulheres pelo reconhecimento profissional já enfrentou entre outros obstáculos, a necessidade de fuja dos estereótipos de aparência, sexualização e até limitando a atuação da mulher à maternidade ou aos cuidados com o lar.

Portanto, é preciso que o RH tenha cuidado ao ofertar brindes e presentes no dia da mulher, de forma a não promover um retrocesso a esses estereótipos.

  • Ofereça um espaço de escuta:

A melhor homenagem é oferecer as mulheres da empresa um espaço de escuta às suas necessidades, desafios e conquistas. E o RH não precisa esperar o dia da mulher para colocar isso em prática.

É possível promover palestras ao longo do mês e até do ano. Dessa forma, promovendo conhecimento, esclarecimento e que sejam oportunidades de reflexão sobre o papel da mulher nas empresas e no mercado de trabalho.

  • Não exclua os homens nos debates:

Criar nos homens a conscientização dos desafios da mulher no mercado de trabalho é de extrema importância. Para isso, é preciso incluí-los nos debates a respeito de assédio, equidade salarial e de oportunidades de participação feminina no trabalho.

Com isso, é possível sensibilizá-los com a relevância da luta das mulheres e propiciar uma cultura organizacional mais harmoniosa.

Concluindo

O dia da mulher é uma excelente oportunidade para o setor de RH atuar de maneira estratégica na gestão de pessoas. A luta de inclusão das mulheres em todos os espaços da organização é contínua e depende do apoio desse setor, para ser efetiva.

Apesar de grandes conquistas, muitos desafios ainda precisam ser vencidos. E a empresa, colaboradores e liderança tem uma parcela grande de responsabilidade na construção de um espaço de trabalho que fomente a participação e protagonismo das mulheres.

No entanto, para que o RH atue de forma estratégica nessa pauta, é preciso que outros processos mais burocráticos e operacionais sejam automatizados e ofereçam aos profissionais desse setor, disponibilidade para criar programas e processos adequados a ela.

Sendo assim, a contratação de soluções tecnológicas para a gestão de pessoas, permite que o RH concentre suas habilidades na integração, desenvolvimento e aperfeiçoamento das pessoas.

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