A importância da inteligência emocional no home office

2022-03-03T15:33:43-03:003 março, 2022|Gestão de Pessoas|

Entenda nesse artigo o que é inteligência emocional e qual a importância dela para os colaboradores que trabalham remotamente.

O trabalho em home office é apontado como uma das maiores tendências de RH para 2022. Devido as inúmeras mudanças impostas pela pandemia, desde 2020, esse modelo de trabalho acabou se tornando a preferência da maioria dos profissionais, nas mais diversas áreas de atuação.

Dentre as principais características do trabalho em home office, que chama a atenção dos profissionais está a flexibilidade de horário e a possibilidade de desenvolver suas atividades laborais de qualquer lugar, que não seja necessariamente, sua casa.

Certamente, a adaptação ao trabalho home office, exige dos colaboradores e do RH uma série de reflexões e mudanças, de forma que a produtividade e o engajamento não sejam prejudicados.

Dentre essas mudanças, é preciso desenvolver a inteligência emocional, afinal, ela permitirá que a adaptação do colaborador ao home office seja mais rápida.

No entanto, surge sempre a dúvida: o que é inteligência emocional e qual sua relação com o trabalho, principalmente, o trabalho remoto?

Nesse artigo queremos esclarecer esse assunto e te mostrar a importância de o setor de recursos humanos propor ações para desenvolver a inteligência emocional de seus colaboradores, principalmente, no home office.

Acompanhe conosco.

Inteligência emocional

O conceito de inteligência, muito ligado ao desenvolvimento cognitivo, está relacionado com as habilidades que o sujeito desenvolve para resolver problemas relacionados à vida e ao trabalho.

Esse tipo de inteligência, representada pelo QI (quociente de inteligência), é medida a partir da realização de vários testes de desempenho cognitivo.

Já a inteligência emocional se trata das habilidades afetivas do sujeito e sua capacidade de adaptar as mudanças do ambiente. A inteligência emocional se baseia em 4 pilares: autoconhecimento, autogestão, empatia e gestão de relacionamentos.

O autoconhecimento é como o sujeito se entende e entende como ele funciona. A autogestão é como ele lida consigo mesmo e se autogerencia. São dois pilares totalmente voltados para o sujeito e seu mundo interno.

Por outro lado, a empatia se trata da forma como ele vê o outro e a gestão de relacionamentos a forma como ele lida com outro.

Em outras palavras, podemos dizer que inteligência emocional é a capacidade que a pessoa tem de se relacionar consigo e com suas emoções, através de suas habilidades pessoais. Ao mesmo tempo em que administra sua relação com o outro, através de suas habilidades sociais.

Assim sendo, dentro desses pilares da inteligência emocional, ainda é possível definir as competências a serem desenvolvidas em cada um deles.

1 – Autogestão

Na autogestão as competências existentes são: o autoconhecimento emocional, que é quando o sujeito conhece suas próprias emoções e os seus próprios gatilhos; a gestão das emoções; a adaptabilidade a essas emoções; a orientação para o próprio crescimento e o otimismo.

Portanto, podemos dizer que na autogestão o sujeito se conhece e consegue ser assertivo em suas escolhas, baseadas no conhecimento que tem de si mesmo.

2 – Empatia

Já na empatia, as habilidades são a própria empatia e a consciência organizacional. Ou seja, a capacidade de ver o outro e a relação social nos grupos em que se está inserido.

3 – Gestão de relacionamentos

Finalmente, na gestão de relacionamentos é preciso desenvolver influência, gestão de conflitos, trabalho em equipe e liderança inspiracional. É essa gestão de relacionamentos que permitirá que o colaborador se relacione de forma satisfatória com os outros membros de seu grupo.

Inteligência emocional x home office

Deu para perceber que inteligência emocional não se trata apenas de lidar com as próprias emoções né? Mas é a junção do autoconhecimento, da empatia e da gestão de relacionamentos.

Daí sua importância nas relações de trabalho.

Mas qual a importância da inteligência emocional no home office?

Conforme já falamos antes, o trabalho remoto exigiu das empresas e dos colaboradores, uma série de adaptações. Os desafios para manter o nível de produtividade e engajamento são diversos.

Afinal, a gestão de pessoas feita de forma presencial, já gera uma série de desconfortos e desencontros na organização. O lidar com o outro e sua subjetividade, exige dos profissionais de RH dedicação, paciência e muito preparo.

A questão é que no home office esses desafios foram potencializados. A distância física trouxe outros desconfortos, como por exemplo a comunicação assíncrona.

Se no trabalho presencial alguns assuntos podem se resolver com um simples deslocamento de uma mesa a outra, ou na pausa do café, no home office a realidade é bem diferente.

Dessa forma, um dos maiores desafios do RH, que é a comunicação assertiva, sofre uma grande interferência no home office. E não só ela, processos simples de avaliação, feedback, treinamentos e desenvolvimento de performance, ficam bem mais difíceis no trabalho remoto.

Recrutamento e seleção

Outro desafio é conseguir separar as questões pessoais e familiares do trabalho. Afinal, ocupando o mesmo espaço, é comum que as situações acabem se misturando e que o desempenho profissional se comprometa por isso.

O que muitas vezes acaba por impactar a equipe, já que com a distância fica mais difícil entender a dor e angústia alheia. Essas são situações que acabam comprometendo as relações de trabalho e afetando a produtividade e o engajamento de todo o grupo.

E é aqui que entra a necessidade de desenvolver na equipe a inteligência emocional.

Vencendo as barreiras do home office

Apesar de desafiadoras, as questões que envolvem a gestão de pessoas no home office podem ser contornadas através da preparação da equipe para esse modelo de trabalho.

Nesse sentido, desenvolver e habilitar a equipe a utilizar a inteligência emocional pode tornar essa modalidade de trabalho um trunfo para a gestão de pessoas.

Afinal, uma equipe capaz de se autogerenciar, entender as limitações e fragilidades do outro e se relacionar de forma satisfatória com o grupo, tem maiores chances de se tornar uma equipe de alta performance.

Aliás, um adendo: é impossível ter alta performance, sem autoconhecimento. Então, mais uma vez, para que a empresa seja formada por talentos exponenciais, é preciso desenvolver nessa equipe sua capacidade de autoconhecimento, autogerenciamento e trabalho em equipe.

É, é preciso desenvolver inteligência emocional!

Lembrando que dentre as habilidades de gerenciamento das relações, está a liderança inspiradora. Logo, podemos afirmar que inteligência emocional é responsabilidade também dos líderes. Afinal, uma liderança inspiradora deixa um legado de crescimento e melhoria contínua para sua equipe.

E quais são os benefícios da inteligência emocional no home office?

É muito comum que o colaborador em home office se sinta solitário em suas atividades. Afinal, a distância e a falta do contato humanos pode potencializar sentimentos negativos.

Além disso, como já dissemos, muitas vezes trabalho e vida pessoal acabam se misturando, e pode ser que o profissional tenha dificuldade de contornar as questões pessoais para garantir que sua produtividade e desempenho permaneçam excelentes.

E é aqui que entra a importância da inteligência emocional no trabalho remoto. Quando o colaborador se conhece, conhece seus próprios gatilhos e desenvolve a capacidade de se autogerenciar, questões ligadas ao estresse e desgaste emocional são enfrentadas com resiliência e sabedoria.

Da mesma forma, lidar com as questões do outro que nos atravessa fica mais fácil através da empatia e da gestão de relacionamentos.

Em suma, podemos afirmar que uma equipe dotada de inteligência emocional tem maiores chances de se desenvolver de forma exponencial e oferecer maiores resultados positivos para a organização.

E como se desenvolve inteligência emocional?

O desenvolvimento da inteligência emocional é um processo tanto pessoal quanto coletivo. Ele é pessoal porque envolve a vontade da pessoa de se conhecer tão profundamente a ponto de entender como seu corpo e suas emoções funcionam.

No entanto, como ninguém é uma ilha, parte desse processo se desenvolve no coletivo, na relação com o outro. Só para exemplificar: se não existir o outro e suas questões, como é possível desenvolver empatia?

De forma prática, para o RH, desenvolver inteligência emocional na equipe depende de uma série de intervenções. No coletivo é preciso propor atividades que coloquem os colaboradores em contato com as emoções do outro e permitam que eles criem vínculos afetivos com seus pares.

Mesmo no trabalho a distância isso é possível. Basta utilizar a tecnologia a favor da equipe e promover encontros virtuais como rodas de conversa e palestras interativas. Nesses encontros, é preciso estimular o diálogo e permitir que os colaboradores compartilhem suas dificuldades e conquistas no trabalho remoto.

Outro ponto de atuação do RH é na liderança. Se líderes inspiradores, inspiram, então o setor de recursos humanos precisa propor ações que alcancem a liderança e ofereça a eles um repertório capaz de influenciar positivamente a equipe.

No entanto é preciso considerar que como uma soft skill, inteligência emocional pode sim ser aprendida, mas não é tão fácil. Já que ela em si mesma envolve uma série de outras habilidades, é preciso que o RH conheça bem a equipe e saiba quais são as habilidades mais necessárias e que merecem ser foco de sua atuação no desenvolvimento desses profissionais.

Além disso é preciso ter paciência, para entender o processo de desconstrução dos vieses pessoais e reconstrução de um novo repertório de habilidades sociais.

Concluindo

Os benefícios de desenvolver inteligência emocional na equipe que trabalha em home office são promissores. Isso porque a inteligência emocional não engloba só as relações de trabalho. Pelo contrário, ela engloba as relações de trabalho, as relações sociais e a vida pessoal dos colaboradores.

Por isso sua importância e necessidade de promover um ambiente que valorize e promova essas habilidades comportamentais.

Não podemos, no entanto, desconsiderar, que para atuar de forma estratégica no desenvolvimento de ações de promoção da inteligência emocional, os profissionais de RH precisam dispor de duas variáveis: apoio da alta liderança e tempo.

Nesse sentido, toda e qualquer ação proposta pelo setor depende do envolvimento dos líderes para garantir o engajamento da equipe. Portanto, a liderança precisa acreditar e apoiar os projetos desse setor.

Já no quesito tempo, para garantir que o RH disponha dele para construir ações mais efetivas, é preciso automatizar processos operacionais e otimizá-los. Com isso, permite-se que os profissionais de RH foquem na gestão estratégica do capital humano da empresa.

Que tal conhecer uma ferramenta de RH totalmente customizada as necessidades da sua empresa e com isso liberar sua equipe de recursos humanos para investir no desenvolvimento de pessoas? Conheça a SER HCM.

Basta entrar em contato com nossa equipe e proporcionar ao seu RH o acesso a melhor tecnologia para gestão de pessoas.

E se você gostou desse artigo, aproveite para assinar nossa Newsletter e receber toda semana os melhores conteúdos em gestão de pessoas diretamente em seu e-mail.

Compartilhar este Artigo

Um comentário

  1. […] sendo, invista em treinamentos, principalmente de habilidade de inteligência emocional, como negociação e empatia. Isso os tornará aptos a lidarem com situações de conflito e […]

Deixar um comentário

Ir ao Topo